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Secadora de Animais, heroína ou vilã? - CPEA

Frequentemente, me deparo com perguntas de clientes, de funcionários de estéticas e de clínicas veterinárias, e também, de alunos, sobre a “famosa” máquina de secar.

Além dos questionamentos, não são poucos os tutores de animais de estimação que, quando entregam seu pet para banho e/ou para tosa, falam: “- Por favor, não coloque meu pet na máquina de secar, pois ouvi falar que fulano morreu dentro da máquina”.

Sendo assim, neste primeiro artigo, acho valioso poder abordar um pouco sobre este tema, a fim de poder esclarecer e solucionar algumas questões (como profissional, proprietária de máquina e proprietária de cães e de gatos).

A secadora de animais (com aprovação pelo Inmetro) é um equipamento com tecnologia avançada e arrojada, segura, com temperatura controlada, baixa emissão sonora, que proporciona o máximo de ventilação, bem-estar e conforto aos animais de estimação durante a secagem. A máquina possui um revolucionário sistema que promove o turbilhonamento do ar ao redor de toda a superfície corporal do animal, a fim de que o mesmo, fique sem umidade embaixo dos pelos. Além disso, a máquina também possui um controlador digital de tempo e de temperatura, pois cada animal precisa passar por um processo diferente de secagem, dependendo do seu porte, da sua raça, e da sua densidade e volume de pelagem.

A secadora é uma boa ajuda aos esteticistas? Sim, é. E ainda, possui fácil manuseio, é econômica em energia elétrica, e a maioria dos animais ficam muito calmos e tranquilos durante o procedimento de secagem (muitos descansam, relaxam e adormecem), evitando muito o estresse.

Então, com todos estes benefícios, por que será que alguns animais já foram a óbito dentro de secadora? Simples responder: devido a falta de preparo e de capacitação de alguns profissionais.

Sempre que recebemos um pet para banho e/ou para tosa, precisamos manter o cadastro dele atualizado, e algumas das informações básicas que precisamos ter são: “raça”, “idade”, “enfermidades”, “cirurgias”.

É necessário ter muita cautela ao colocar animais de raças braquicefálicas (raças de focinho curto), animais geriátricos, epiléticos, cardiopatas, ou que estejam com algum problema de saúde, dentro da secadora. Estes animais já possuem uma forte tendência em ter um mal súbito em qualquer lugar, inclusive dentro de um banho e tosa, seja durante a espera, banho, secagem convencional (toalha, soprador, secador) ou secagem na máquina.

Se o animal estiver predisposto a ter um mal súbito naquele dia, ele terá, independentemente da forma de secar. Quando optamos pela secagem convencional, estamos 100% do tempo diante do animal, e se ele tiver uma parada respiratória e/ou cardíaca, podemos intervir de imediato e temos grandes chances de salvar sua vida. Em contrapartida, quando o animal seca na máquina, alguns profissionais viram as costas e iniciam outras atividades, e quando vão observar o animal novamente, ele já veio a óbito e não houve tempo de fazer nada.

Portanto, em nenhum momento, a máquina é a vilã da história…muito pelo contrário, a máquina é aliada!
O que se torna de suma importância nesta questão, é saber como proceder com os animais; observar constantemente aqueles que estão secando; estudo, capacitação, conhecimento, e treinamento continuado dos operadores; e manutenção do equipamento.

Na minha opinião (pois há anos trabalho com a máquina), acho que ela desempenha de forma sensacional e muito satisfatória a sua função. Inclusive, já testei, entrei dentro de uma, e fiz uma secagem junto com uma Golden Retriever.